Editorial – …E o vencedor é: Portugal!

201502_imagem_moedasEis como o choque cambial da Suíça foi reportado nos media portugueses. Depois daremos a nossa leitura que é bastante diferente.

“O Banco Central da Suíça apanhou o mundo de surpresa. A decisão de abandonar o limiar mínimo de cotação face ao euro desencadeou um verdadeiro “efeito tsunami” no mundo financeiro, impondo perdas pesadas à sua passagem. O franco suíço chegou a disparar 40% face ao euro, erodindo milhões das carteiras de investimentos.”

Foi assim que a notícia sobre a decisão do Banco Nacional Suíço em abolir a regra da taxa de câmbio mínimo do Franco Suíço face ao Euro, estabelecido de forma provisória em 2011, foi comentada nos média. Foi de facto um choque. Mas um choque tem sempre perdedores o vencedores.

… e o vencedor é: Portugal! Curiosamente não houve nenhuma palavra nos comentários sobre as oportunidades que este choque cambial trouxe. Por isso, decidi de fazê-lo neste editorial. O facto de o franco suíço agora valer perto de um euro causa uma enorme pressão sobre a indústria exportadora suíça. As margens, já pequenas, foram esmagadas. As grandes perdedoras são as empresas suíças. Agora terão que agir: Ou conseguem reduzir ainda mais os seus custos da produção ou em alternativa fazem um outsourcing. E é aí que Portugal entra: fabricar produtos de alta qualidade com custos muito competitivos. E isso Portugal faz muito bem, e nestas circunstâncias, pode oferecer.

Não cantemos, na perspetiva de Portugal, um fado sobre o choque. Mas estranhamente, para meu espanto, foi o que os media fizeram. Mostremos o lado positivo em jeito de repto: Empresas portuguesas, aproveitem e preparem boas propostas às empresas suíças! Estas terão, neste momento e com certeza, bastante abertura para parcerias que permitam otimizar a sua estrutura de custos.

Bom trabalho!

Gregor Zemp
Secretário-Geral da CCISP

Editorial Fevereiro 2015

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